Meu roteador antigo aguentava bem quando éramos dois celulares e um notebook. Com smart TV, videogame, duas câmeras e home office, virou loteria: reunião cai, série buffering, ninguém sabe por quê. A operadora jurava que a fibra estava ok. O problema era dentro de casa.
Testei três roteadores Wi-Fi 6 durante três semanas num apartamento de 70 m² em Curitiba: um básico de entrada (R$ 359), um intermediário com mais antenas (R$ 649) e um mesh de dois pontos (R$ 1.199). Plano de 500 Mbps, mesmos aparelhos conectados, medições no quarto mais distante da sala.
O que Wi-Fi 6 realmente resolve
- Estabilidade com muitos dispositivos — menos queda quando todo mundo chega e liga tudo ao mesmo tempo.
- Latência em jogos e chamadas — não milagre, mas menos picos irritantes.
- Alcance em apartamento — depende mais de posicionamento que de geração, mas Wi-Fi 6 ajuda em paredes grossas.
Entrada (R$ 359)
Upgrade honesto em relação ao roteador da operadora. No quarto, velocidade subiu de 40 Mbps pra 180 Mbps no mesmo plano. Configuração levou dez minutos pelo app. A antena interna limita em apartamentos com muitas paredes — no nosso caso, funcionou, mas no limite.
Intermediário (R$ 649)
Mais estável com seis dispositivos simultâneos. Videoconferência e streaming em 4K ao mesmo tempo sem reclamar. A diferença pro de R$ 359 apareceu principalmente à noite, quando a vizinhança inteira está online. Se trabalha de casa, esse é o patamar que faz sentido.
Mesh de dois pontos (R$ 1.199)
Resolveu o canto morto do quarto de hospedes — onde nem o intermediário chegava bem. Overkill pra quem mora em kitnet ou apartamento pequeno com roteador centralizado. Vale se tem mais de 90 m² ou paredes de concreto grosso.
Nossa recomendação
Antes de trocar roteador, teste posicionamento: alto, central, longe do micro-ondas. Se ainda assim o quarto sofre, vá pro Wi-Fi 6 intermediário acima de R$ 550. Mesh só se o alcance for problema real, não teórico.
Atualizado em 10 jun 2026 — preços verificados em lojas brasileiras nesta data.